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O Deus das Moscas | Siddartha

18 julho, 2017


O Deus das Moscas de William Golding ⭐⭐⭐⭐

256 págs. Editora: BIS

 

Já tinha começado a ler o livro quando descobri que a série Lost havia sido inspirada por ele.  Parece um livro de aventura com crianças que, depois da queda de um avião, tentam sobreviver sozinhas numa ilha deserta. Só que não. É um livro demasiado realista sobre aquilo que são as fragilidades humanas. Página a página a história vai ficando cada vez mais aterradora. Quando não há um sistema a coordenar-nos, como nos comportamos? O livro dá-nos uma ideia de resposta. Assistimos, ao mesmo tempo, à perda da inocência deste grupo de crianças a favor de um bem maior: a sobrevivência. Eles tentam criar uma espécie de organização que lhes permita sobreviver e eventualmente serem salvos mas, com o tempo, a chefia dessa organização e as próprias regras que se criam são motivo de tensão e insurreição. William Golding venceu o Prémio Nobel da Literatura em 1983.

Fizemos tudo aquilo que os adultos teriam feito. O que correu mal?

Siddartha de Hermann Hess ⭐⭐⭐

156 págs. Editora: Dom Quixote

Daqueles livros que devíamos ler na adolescência quando ainda vamos a tempo de moldar e decidir tanta coisa. Por aqui andamos, nisto da vida, à procura de um objectivo, de uma - ou várias - razões para estarmos vivos. Nesta caminhada que sabemos ter um fim lamentamos o medo de não estar a aproveitar tudo como é suposto. Li algures um dia que os animais que mais vivem por instinto são também os que vivem menos tempo e que o Homem tem uma longa esperança média de vida precisamente porque pensa, pondera, hesita e tem que ter tempo para errar e mais tarde emendar o seu erro, se assim for necessário. Mas voltamos a Siddartha: como encontrar o sentido da vida? É esta a pergunta que atravessa o livro, que descreve a caminhada de um homem nesta procura. Um homem que somos todos nós.

 One must find the source within one’s own self, one must possess it. Everything else was seeking - a detour, an error.

 Procurar o sentido da vida nunca será a resposta - vivê-la com o máximo de amor e compaixão possível, isso sim. Para o bem de todos e de cada um.